Lauro Moura (2)

Reviravolta II – Saúde

Janeiro 21, 2009 · Deixe um comentário

Antes de continuar o assunto do post anterior sobre mudanças, segue o exemplo de um dia típico até cerca de outubro, novembro de 2008:

  • Café: nada
  • Almoço: Burguer King c/ fritas e coca-cola
  • Jantar: Igual ao almoço
  • Lanches no fim de semana e à noite: muito chocolate (1 caixa de bis p/ mim descia como se fosse 1 único bis.

Como um colega meu diz, lá se foram vários dias da minha cota de vida :)

Então chega novembro, e na bela noite da sexta 14, jantando com minha noiva, pedi uma “picanha recheada”. Era idêntica à picanha simples que ela pediu mas com um diferencial: Um recheio de queijo cremoso (provolone?) de quase 2 dedos de espessura. Razoavelmente gostoso, mas ao mesmo tempo usando ele num motor dura mais que qualquer óleo automotivo por aí. Na mesma noite a barriga começou querer dizer “êpa!!!” e da segunda até cerca do dia 1 de dezembro foi quase um período “de rei”. Normalmente diarréias demoram poucos dias mas nesse caso tive que procurar um especialista. No caso, a “gastro” que acompanha minha mãe há vários anos.

Durante a consulta, o básico: Muitas perguntas, e uma mini-explicação das causas das diarréias. Devido ao tempo, as suspeitas caíram em cima de algum tipo de infecção via bactéria, vírus, etc. Enquanto os exames ficavam prontos, alguns remédios serviriam como uma espécie de “tratamento de choque”, atacando os possíveis causadores bem como ajudando a regular as funções digestivas.

Os exames de sangue mostraram que mesmo comendo tanta tranqueira as taxas estavam muito boas, apenas precisando melhorar o colesterol bom, que estava muito baixo e baixar o colesterol total, que estava no limite entre ótimo e bom. O principal suspeito também foi acusado: Rotavírus. Já a endoscopia indicou: Duodenite, gastrite e esofagite leves.

Com tudo isso, tive que reformular completamente minha alimentação, já que tudo que comia antes estava completamente proibido, devido ao alto índice de gordura e também gastrite. Como o sistema digestório ainda estava abalado, tinha que evitar ao máximo esse tipo de comida. E de quebra, como seria algo demorado, acabaria me acostumando e passando por um processo de “reeducação” alimentar forçada. Então lá vou eu entrar p/ turma do pão integral, queijo branco, barra de cereal, suco de soja, fibras etc. Tudo sem chocolate nem refrigerante.

Em relação ao peso, Perdi 7, 8 quilos durante a crise e mais 6 desde o começo do processo de reeducação. De 86, no momento estou em 73 baixos.

Por incrível que pareça, tem sido bem mais fácil que eu suspeitava me adaptar à essa nova rotina. Vez por outra ainda dou uma escapada num chocolate ou numa batata-frita, mas logo logo o organismo ainda lembra que não está completamente em forma. Outra coisa muito positiva é muito mais disposição ao longo do dia, mesmo que não tenha dormido tanto na noite anterior.

Nos próximos posts vou escrever sobre algumas coisas que ajudaram e estão ajudando nessa reeducação, bem como o que tem atrapalhado e planos para o próximos passos.

Categorias: dieta · pessoal

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